É visível o aumento de dificuldades que ocorreu no segundo semestre e o susto ao encontrarmos colegas repetentes, o que mostra que "barbadas" não existem, é necessário sim, o mínimo esforço; esforço entendido como 'um pouco mais que trabalho'.
Por um lado esse curso aproximador de pessoas, quebra o gelo e faz com que as aulas sejam brandas e em parte, verdadeiras, pois vemos nas entre linhas o real sentimento de professores e colegas, por outro, essa proximidade intercolegas faz com que não consigamos dizer não aos pedidos de ajuda ou quando precisamos de algo, pedimos descaradamente; temos turmas desniveladas em diversos atributos, idade, formação, personalidade (amostra), classes sociais, entre outros.
Por vez, esse mundo é prático, e justamente em uma linha de conhecimento prático é que a turma balançou! O mercado de trabalho (odeio esse termo) exige profissionais que dominem a técnica, as contas e números, pesquisas, interpretação de gráficos, domínio da tecnologia e pro atividade, necessita de profissionais que tratem com seriedade os problemas e que sejam objetivos e eficazes. Mas o trabalho com seres humanos (vivos) requer um entendimento da pessoa e nesse domínio da diferenciação é que temos um bom profissional, aquele que domina a teoria, a técnica e tenha o 'sensor' afinado para entender e trabalhar com pessoas.
Se o grau de exigência continuar como seguiu neste semestre, teremos novamente mudanças na turma, e muito se deve justamente às diferenças pessoais de cada um. Trabalho, familia e filhos, os animais de estimação, a casa, o final de semana atarefado, o domínio da tecnologia (ou falta deste), distância, etc.
Mas esquecendo a pessoa e tratando da parte funcional, as UPPs do segundo semestre abordaram o início de práticas de um sanitarista, a partir de pesquisa em banco de dados, entrevista de movimentos sociais, elaboração de artigos, banners, elaboração de referências e trabalhos acadêmicos, as obrigações dos serviços com resíduos e rejeitos, a vigilância em diversas abordagens e as relações interpessoais. O histórico da profissão sanitarista e atribuições é tema muito debatido durante o curso, por isso é inerente aos alunos.
Agora, tomando a vista dos serviços e as reais necessidades, temos um panorama de mudanças onde nunca antes se teve essa preocupação com as massas, e é neste contexto que o sanitarista além de profissional deve ter o mínimo de militância em seu discurso, tentando mostrar outro lado da verdade, motivando as parcelas neutras e descrentes do poder que tenham. Os profissionais são descrentes e desconhecem a abrangência do sistema de saúde brasileiro, o curso forma profissionais de saúde, logo estes devam promover os valores do SUS e trabalhar para realmente 'consertar' os problemas; nesse ponto, o controle social se faz muito importante (decreto 8243/14) para empoderar e promover o sistema.
Alguns entraves devem ser resolvidos como a regionalização para moradores de rua e o domínio da corporação médica sobre outros profissionais e serviços.
No mais, essa gama de problemas e determinancias devam ser absorvidas gradualmente ao longo do curso e continuada à vida profissional e pessoal.
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